segunda-feira, 3 de agosto de 2015

"Era a medalha do derrotado"

E pronto, não consigo mesmo gostar de José Mourinho.

Tento nutrir uma amostra de sentimento positivo por este senhor porque, quando a sua carreira entrar na veterania, o mais certo é ter de vir a aturá-lo como selecionador nacional, MAS NÃO CONSIGO.

A "mourinhada" mais recente foi a deste domingo, depois de ter perdido a Supertaça de Inglaterra para o (enormíssimo) Arsenal de Wenger (enormíssimo treinador), não tendo querido guardar a medalha que recebeu no final do jogo e atirando-a para a bancada antes de abandonar o relvado de Wembley.

Parece que o "rapaz" continua a faltar às aulas de três cadeiras importantes no mundo do desporto profissional: "Humildade", "Desportivismo" e "Não ser arruaceiro".

"Era a medalha do derrotado", afirmou.

Que classe, Zé!...



O verbo "desengravidar" não existe

Tornou-se mãe aos 12 anos. A partir daí, tudo mudou

Vale a pena ler esta reportagem da Renascença sobre a gravidez na adolescência, que nem sempre tem de resultar em caminhos diferentes e dolorosos.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=194862

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Nojo

Choca-me particularmente o parágrafo seguinte, que dá a entender que existem pessoas que consideram que o abuso sexual de menores pode ser considerado apenas um "pecado".

"Esta questão é fundamental, porque coloca uma pergunta: os anciãos encaram o abuso sexual de menores como crime ou como pecado? Se o encaram apenas como pecado podem ser tentados a tentar resolver o assunto no interior da congregação, contribuindo assim para que o abusador fique impune perante a lei."

Perante isto, já estivemos, porventura, mais perto de ouvir alguém dizer que "epá, na semana passada comi 5 tabletes de chocolate mas há duas semanas atrás só violei 1 vez o meu sobrinho..."

Chocam-me os contornos de banalidade e normalidade com que, quer no domínio específico das religiões, quer no âmbito geral das sociedades, se encara este CRIME.


http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-07-29-Australia.-Testemunhas-de-Jeova-eliminam-meio-seculo-de-abusos-sexuais

terça-feira, 28 de julho de 2015

Tem de ser: rubrica "Frases Míticas" - capítulo I

A frase que impera relativamente a este blogue só pode ser uma: "tem de ser!".

Como se trata de um espaço intensamente utilizado e atualizado pelo autor (NOT), o que potencia um acompanhamento ávido da parte dos seus inúmeros (2 ou 3) leitores (NOT), as ideias que não param de fervilhar na minha mente têm de ser mostradas e partilhadas.

Assim, decidi estrear uma rubrica denominada "Frases Míticas", que não são mais do que reflexões geniais e profundas oriundas dos vários quadrantes do meu círculo infernal de familiares e amigos.

Cá estão as duas primeiras (com o cunho dos Amaros):


"Este saco de gelo está bem fresquinho!" - A. Amaro
 
"Olha bem p'ra mim a catar-me; pareço um género de babuíno." - T. Amaro


Tenho a impressão de que isto promete...



segunda-feira, 18 de maio de 2015

O dia do 34º: o certo e o errado

Certo:

«Estão de parabéns todos os que ajudaram o Benfica a ganhar o campeonato.»


Lopetegui está certíssimo porque há muitas pessoas que estão de parabéns, desde os milhões de adeptos do SLB a todos os que fazem parte da estrutura do clube, passando até pelo próprio Lopetegui.

Graças a um misto de ignorância e arrogância que este senhor tem em abundância, permitiu que o seu (vamos lá ver até quando...) FCP se fartasse de dar pontos diretos e indiretos aos bicampeões.

Ó Julenzito, então não sabes que prolongar a pré-época até ao final do primeiro terço do campeonato equivale quase a dar um tiro no pé?...

Seja como for, obrigado pelos teus parabéns! És um dos nossos, não te esqueças!


Errado:

 «Agressão a adepto causa indignação.»


Ainda por cima em frente a uma criança...



«Adeptos do Benfica causaram prejuízos superiores a 100 mil euros.»


 Penso que o zoo de Lisboa tem algumas jaulas disponíveis...
 
 
 
«Violentos confrontos acabam com a festa do Benfica no Marquês de Pombal.»
 
 
 É a receita infalível: comportamentos abusivos em ambos os extremos da corda + ausência total de civismo e bom senso...




quarta-feira, 15 de abril de 2015

Amizade ou (A Esperada Não Virtude da Ignorância)

Não vi mas confio na minha Mais-Que-Tudo (que viu): o oscarizado "Birdman" não é grande coisa mas, como o título é sugestivo, adaptei-o para este post.

Mote: as relações de amizade não beneficiam com comportamentos ignorantes a respeito do que ela efetivamente significa.

Ignorar que uma amizade tem de ser nutrida como qualquer entidade orgânica é um "tiro no pé" de quem apregoa que tem amigos. É quase a mesma coisa que comer os cereais mais calóricos e carregados de açúcar com leite magro, afirmando que há uma clara preocupação com a linha.

À medida que os anos passam, as amizades verdadeiras e recíprocas resistem; as outras não. Daí que a vida funcione como um poderoso e natural filtro social que está encarregue de ir resumindo os nossos laços a quem vale verdadeiramente a pena.

São os comportamentos (ou a ausência deles) que lubrificam este tipo de filtragem.

No nosso caso específico, o passado recente tem vindo a dar-nos instruções negativas sobre esta temática:

1) pessoas que literalmente nos desprezam em espaços públicos (a sala da pastelaria tem a área de uma sala média de um apartamento e só lá estavam o nosso grupo de 4 adultos e 2 crianças barulhentas e irrequietas, numa mesa, e o par do qual fazia parte a pessoa em questão, noutra mesa; ficam, portanto, todas as dúvidas desfeitas exceto uma: porquê o desprezo?...);

2) pessoas que se afastam porque, em convívios com outras (aniversários, por exemplo), afirmam que não gostam ou não conhecem os outros nossos amigos (isto é um misto de sociopatia + infantilidade digna do ensino preparatório - e estamos a falar de gente na casa dos 30, com filhos, casa própria, empregos e contas para pagar...);

3) pessoas que pensam, consciente ou inconscientemente, que as amizades sobrevivem com silêncios prolongadíssimos, ausência crónica de iniciativas de convívio e unilateralismo consentido por quem não se "mexe" (é triste ir a um casamento de bons amigos e não levar sequer um postal ou papel escrito com um mínimo sentido de planificação - até porque os noivos são muito pouco materialistas -; vá lá que a noiva se lembrou de disponibilizar uma mesa com papel e canetas para quem quisesse escrever alguma coisa...);

Felizmente, também temos aprendido muito com atitudes fantásticas de outras pessoas (Amigos a sério):

1) "Venham cá lanchar/jantar a casa!" (os putos estão adoentados e aquela casa fica um caos mas o que interessa é o convívio com verdadeiros amigos);

2) "Nós pagamos a vossa noite de núpcias!" (onde? na "Pensão Estrelinha"? não, naquele resort "fraquinho" de Óbidos - Praia d'El Rey Golf & Beach Resort - e ainda levam com uma massagem a dois);

3) "Vamos lanchar no P. Nações, pagamos os gelados e ainda gastamos mais de 30€ num talho gourmet para vos servirmos o jantar na nossa casita, ok?" (apanhei um escaldão neste dia mas não consegui largar nada da carteira, nem uma moeda de níquel...);

4) "Vamos ser pais e é muito importante para nós que o soubessem cara a cara e não via telemóvel ou internet." (obrigado pelo gesto, "sr. e sra. Sprou");

5) "Esperamos que gostem das nossas prendas de casamento/batizado; são fraquinhas mas são dadas com muito amor (sim, M. e A., são coisas nitidamente humildes - a começar pelo prato de dezenas de € da Vista Alegre...);

6) Gosto tanto de vocês e também por isso é que me custa tanto retomar a minha campanha de emigrante (fica tranquila, "Godmother"; quando regressares definitivamente a Portugal ainda teremos dezenas e dezenas e dezenas de anos para convivermos, rirmos e passearmos!)


Moral da história: poucos, mas bons :)
 
 








sexta-feira, 20 de março de 2015

O meu dia 19 de março entre o Zé Paulo e a Clara

Abaixo os teóricos que se acham intensos porque defendem a abolição dos dias tematizados!

"Ah e tal, as mulheres são mulheres, as mães são mães, os pais são pais, as crianças são crianças e etc 365/6 dias por ano; não devem ser celebrados num único dia e "flutuar" nos outros todos..."

'Tá bem, meus caros... Exprimam a vossa opinião enquanto vão ver se está a chover lá fora (ou o eclipse).

Eu, por exemplo, senti-me tão celebrado como pai ontem, dia 19, como sou todos os dias, especialmente quando a Clara grita por mim assim que ouve a chave na porta e eu chego a casa.

Eu, por exemplo, celebrei a existência do meu pai ontem, dia 19, como celebro todos os dias a "técnica" dele como pai falso não carinhoso, que não me beija e abraça mas cuida e se orgulha de mim como só o Zé Paulo sabe fazer.

Clara (Flávia) adorei a casinha de Legos para eu colocar as canetas e clips na secretária do meu trabalho e o "acordeão"/"abraço" de papel (já está tudo exposto no meu gabinete)!

Pai, espero que tenhas gostado da trança made in Bimby.

Abraços para toda a minha rapaziada (os que são e os que serão pais)!