quarta-feira, 15 de abril de 2015

Amizade ou (A Esperada Não Virtude da Ignorância)

Não vi mas confio na minha Mais-Que-Tudo (que viu): o oscarizado "Birdman" não é grande coisa mas, como o título é sugestivo, adaptei-o para este post.

Mote: as relações de amizade não beneficiam com comportamentos ignorantes a respeito do que ela efetivamente significa.

Ignorar que uma amizade tem de ser nutrida como qualquer entidade orgânica é um "tiro no pé" de quem apregoa que tem amigos. É quase a mesma coisa que comer os cereais mais calóricos e carregados de açúcar com leite magro, afirmando que há uma clara preocupação com a linha.

À medida que os anos passam, as amizades verdadeiras e recíprocas resistem; as outras não. Daí que a vida funcione como um poderoso e natural filtro social que está encarregue de ir resumindo os nossos laços a quem vale verdadeiramente a pena.

São os comportamentos (ou a ausência deles) que lubrificam este tipo de filtragem.

No nosso caso específico, o passado recente tem vindo a dar-nos instruções negativas sobre esta temática:

1) pessoas que literalmente nos desprezam em espaços públicos (a sala da pastelaria tem a área de uma sala média de um apartamento e só lá estavam o nosso grupo de 4 adultos e 2 crianças barulhentas e irrequietas, numa mesa, e o par do qual fazia parte a pessoa em questão, noutra mesa; ficam, portanto, todas as dúvidas desfeitas exceto uma: porquê o desprezo?...);

2) pessoas que se afastam porque, em convívios com outras (aniversários, por exemplo), afirmam que não gostam ou não conhecem os outros nossos amigos (isto é um misto de sociopatia + infantilidade digna do ensino preparatório - e estamos a falar de gente na casa dos 30, com filhos, casa própria, empregos e contas para pagar...);

3) pessoas que pensam, consciente ou inconscientemente, que as amizades sobrevivem com silêncios prolongadíssimos, ausência crónica de iniciativas de convívio e unilateralismo consentido por quem não se "mexe" (é triste ir a um casamento de bons amigos e não levar sequer um postal ou papel escrito com um mínimo sentido de planificação - até porque os noivos são muito pouco materialistas -; vá lá que a noiva se lembrou de disponibilizar uma mesa com papel e canetas para quem quisesse escrever alguma coisa...);

Felizmente, também temos aprendido muito com atitudes fantásticas de outras pessoas (Amigos a sério):

1) "Venham cá lanchar/jantar a casa!" (os putos estão adoentados e aquela casa fica um caos mas o que interessa é o convívio com verdadeiros amigos);

2) "Nós pagamos a vossa noite de núpcias!" (onde? na "Pensão Estrelinha"? não, naquele resort "fraquinho" de Óbidos - Praia d'El Rey Golf & Beach Resort - e ainda levam com uma massagem a dois);

3) "Vamos lanchar no P. Nações, pagamos os gelados e ainda gastamos mais de 30€ num talho gourmet para vos servirmos o jantar na nossa casita, ok?" (apanhei um escaldão neste dia mas não consegui largar nada da carteira, nem uma moeda de níquel...);

4) "Vamos ser pais e é muito importante para nós que o soubessem cara a cara e não via telemóvel ou internet." (obrigado pelo gesto, "sr. e sra. Sprou");

5) "Esperamos que gostem das nossas prendas de casamento/batizado; são fraquinhas mas são dadas com muito amor (sim, M. e A., são coisas nitidamente humildes - a começar pelo prato de dezenas de € da Vista Alegre...);

6) Gosto tanto de vocês e também por isso é que me custa tanto retomar a minha campanha de emigrante (fica tranquila, "Godmother"; quando regressares definitivamente a Portugal ainda teremos dezenas e dezenas e dezenas de anos para convivermos, rirmos e passearmos!)


Moral da história: poucos, mas bons :)
 
 








sexta-feira, 20 de março de 2015

O meu dia 19 de março entre o Zé Paulo e a Clara

Abaixo os teóricos que se acham intensos porque defendem a abolição dos dias tematizados!

"Ah e tal, as mulheres são mulheres, as mães são mães, os pais são pais, as crianças são crianças e etc 365/6 dias por ano; não devem ser celebrados num único dia e "flutuar" nos outros todos..."

'Tá bem, meus caros... Exprimam a vossa opinião enquanto vão ver se está a chover lá fora (ou o eclipse).

Eu, por exemplo, senti-me tão celebrado como pai ontem, dia 19, como sou todos os dias, especialmente quando a Clara grita por mim assim que ouve a chave na porta e eu chego a casa.

Eu, por exemplo, celebrei a existência do meu pai ontem, dia 19, como celebro todos os dias a "técnica" dele como pai falso não carinhoso, que não me beija e abraça mas cuida e se orgulha de mim como só o Zé Paulo sabe fazer.

Clara (Flávia) adorei a casinha de Legos para eu colocar as canetas e clips na secretária do meu trabalho e o "acordeão"/"abraço" de papel (já está tudo exposto no meu gabinete)!

Pai, espero que tenhas gostado da trança made in Bimby.

Abraços para toda a minha rapaziada (os que são e os que serão pais)!

domingo, 15 de março de 2015

Da mulher loira de Varoufakis ao pessoal que palita os dentes à mesa, entre outros apontamentos soltos.

1) Mas quem é que foi o ou a artista que escreveu a notícia do Expresso deste domingo (15 de março de 2015) referente à sessão fotográfica de Yanis Varoufakis? Vou pegar em duas e apenas duas frases desta peça que são relíquias de imbecilidade jornalística elevada a 7 (!!!):

- "As fotografias 'chics' de Yanis Varoufakis com a sua mulher loira, no "ninho de amor" com paisagem para a Acrópole criaram grande polémica nos meios de comunicação e nas redes sociais."

Imbecilidade elevada a 1, 2 e 3: fotografias 'chics' no "ninho de amor" com a mulher loira (atenção!) criaram grande polémica (sim, isso é muito importante not...);

- "Num contexto de grande austeridade e dificuldades económicas na Grécia, Varoufakis aparecia com a sua mulher loira, à mesa de uma sala de jantar composta e com ingredientes de qualidade, sentado ao piano e na biblioteca de sua casa, com o livro que escreveu nas mãos."

Imbecilidade elevada a 4, 5, 6 e 7: outra vez a mulher loira do homem (sim, é melhor reforçar a cor do cabelo da esposa porque se trata de um assunto muito polémico...), ainda por cima numa sala de jantar composta e com ingredientes de qualidade (na ótica deste(a) jornalistazito(a), o homem não só não deveria ter móveis, como estaria obrigado a comer alimentos retardados) com um piano (este grego esquerdista é um falso; com que então gosta de música!!!???) e o livro que escreveu (só os de direita é que escrevem livros, toda a gente sabe!).
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2) Mudando radicalmente de assunto, envio daqui um abraço de solidariedade para o Miguel Peixoto, da rádio SUPER FM, que, numa manhã da semana passada, afirmou que palitar os dentes à mesa é pré-histórico. 'Tás lá, Miguel!!! Concordo inteiramente contigo! Abraço para ti e para todos os que não palitam os dentes à mesa :)
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3) Fazendo outro twist temático, PARABÉNS pelos dois anitos, grande Papa Francisco! Também 'tás lá! Já faltava quem limpasse o Vaticano de dogmas ultrapassados.
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4) Esta agora é para ti, Mourinho: toma lá uma eliminação da Champions que é para não te armares em parvo e arrogante! Pensando bem, quem é parvo e arrogante por natureza não precisa de se armar nisso. Só é chato ter de te aturar na tv e na net... Seja como for, chupa!!!!


sábado, 7 de março de 2015

Já é 8 de março outra vez

Mais um ano de admiração extrema pelas Mulheres da minha vida (sou um felizardo!).

Em especial:

Amo-te, meu Amor. És a minha Força.

Amo-te, Cucu. És o meu sorriso parvo e babado.

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E parabéns, Avô*

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Para ti

Para ti (porque, para mim, nunca é demais repetir estes versos Corganianos):

(..)
And for the first time 
I'm telling you how much I need and bleed for 
Your every move and waking sound 
In my time 
I'll wrap my wire around your heart and your mind 
You're mine forever now 
Who wouldn't be the one you love and live for 
Who wouldn't stand inside your love and die for 
Who wouldn't be the one you love


Amo-te*

domingo, 25 de janeiro de 2015

Ναι μπορούμε (yes we can)


Vou acompanhar os próximos tempos helénicos com muita atenção.

Vamos lá ver se as coisas mudam, não apenas na Grécia mas também no resto da Europa "entroikada"...




O Idiota

Se, no seu século XIX, Dostoyevsky tivesse imaginado que, menos de cento e cinquenta anos depois, o mundo e Portugal conheceriam a inigualável figura de Gustavo Santos, aquele que é um dos maiores romancistas da literatura russa teria feito umas alterações na obra "O Idiota".

Na verdade, com exceção do título, que teria todas as condições e mais alguma para se manter, até porque ganharia intemporalidade graças ao "brilhantismo" do grande life coach português (?????...), não restam dúvidas de que, hoje, Dostoyevsky daria um twist à história.

Ora vejamos:

- no livro, o príncipe Míchkin é rotulado de idiota pela sociedade corrompida e mesquinha de S. Petersburgo, que o considera um inadaptado;
- na vida real contemporânea, é o idiota Gustavo Santos que se adapta perfeitamente a uma sociedade mesquinha e adoradora de conteúdos informativos de baixíssima qualidade.

Liberdade de expressão, Gustavo? Really?

Liberdade de expressão é uma coisa tão boa que, para além de ser um pilar de qualquer sociedade democrática, ainda disponibiliza tempo e paciência para se permitir que idiotas como tu ganhem protagonismo a dizer disparates.

'Tá mas é calado!