Atenção, infiéis amorosos: aprendam com o grande Anselmo Ralph e o seu hit "Curtição" (pensavam que o homem só tinha jeito para acalmar os ânimos das multidões de Cascais, querem ver?!?!).
Eu, que adoro (ODEIO) kizombadas, submeti-me ao prazer (HORRIPILANTE SACRIFÍCIO) de ouvir esta música até ao fim, absorvendo os profundos ensinamentos transmitidos pela letra.
Basicamente, o homem meteu os palitos à "lady" dele (vejam o videoclip, que é bastante ilustrativo NOT...) e a letra constitui a conversa que ele tem com a moçoila do
affair depois de a ter "malhado". O problema é que esta rapariga não sabia que "
o plano [entre eles]
era só uma curtição", vendo-se o Anselmo obrigado a abrir-lhe os olhos: "
Deixa acordar-te agora pois tu estás a confundir".
É que o grande argumento do homem, em especial depois do "bunga-bunga" com a outra tipa, é extremamente válido: "
sempre soubemos que tu tens o teu men e eu tenho a minha lady" (atenção ao enorme conhecimento de inglês do Ralph, que diz que a babe não tem um man mas sim um "
men" - se calhar são mais...).
Está visto que o Anselmo é um gajo muito sério: "
eu tenho o meu amor e não a vou deixar / Sempre soubeste que...ooo" (este "ooo" cala a boca a todos os céticos relativamente à lealdade do homem...).
Ou seja, não há nada como meter os chifres à "
lady" e depois descobrir que ela é "
um grande amor", tendo de "
aprender a lhe dar valor" (grande nível de português!...).
Agora vem a grande parte épica e de pura catarse da letra: "
É que depois do prazer só resta culpa (LINDO!)
/ Eu tou cansado de pedir «amor desculpa» / Eu quero ser um homem que saiba dar amor / Ela merece ter um amor fiel (LINDO, LINDO, LINDO!!!)".
Segue-se a recomendação final: "
vai no teu homem (ou o português continua a ser de grande qualidade ou o
men é também um veículo)
que eu vou para a minha mulher /
trata bem o teu homem que eu vou tratar também da minha mulher" (assim é que é: "bunga-bunga" mas depois vamos dar festinhas nos nossos chifrudos).
Para fechar em beleza, a auto-flagelação misturada com o apelo religioso: "
Está errado (do do do) - este triplo "
do" enfatiza indubitavelmente que a atitude dele foi errada -
magoar quem ama / Deus me ajude, que me perdoe por magoar quem ama".
Caramba, Anselmo, fazes uma traição parecer tão certa e natural. Basta encornar e depois dar com os pés na partner do affair, sobrevalorizar quer a "lady" dos palitos, quer o "men" chifrudo e depois pedir a ajuda e o perdão divinos.
Easy and clean! OOO, DO DO DO!
Aprende com isto, Bill Clinton!