sexta-feira, 4 de abril de 2014

A subida mágica daquela rua

Há entradas deliciosas e sobremesas fantásticas mas existem certos elementos do prato principal, a parte intermédia do serviço, que merecem pontificar.

Um toque verde com rúcula, um fruto seco tostado, um queijo especial derretido, uma "cama" de legumes, um vinagrete ou umas batatas gulosas podem não SER mas ajudam, sem dúvida, a FAZER.

Permites-me comparar aquela subida mágica da rua Garrett, no primeiro fim de semana, a pinhões que foram dourados na frigideira e posteriormente espalhados por um prato magnífico?

É que essa subida ajudou-me tanto, tanto, tanto a FAZER. Faísca, magia, dilatação saudável das pupilas, pequenos e intermitentes "sismos" na barriga, igualmente afetada por variações térmicas de correntes de emoção galopante que por ela passavam constantemente.

Subi e nem dei por subir e os neo-hippies da Garrett até podiam estar mais excêntricos naquele momento que eu também não iria dar por isso.

Subi e esse não foi o primeiro momento e muito menos o último. Constituiu, talvez seja a melhor forma de o descrever, a pincelada transversal na tela de um pintor, aquela que separa os traços do início sobre o branco e os detalhes definidos e finais. Se tal não fizer sentido, que me perdoem os artistas.

É que na tela que EU e TU estamos a pintar faz (lá está o FAZER) muito sentido.

Amo-te e obrigado*
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quarta-feira, 19 de março de 2014

Dia do Pai (também já o sou, é verdade!)

O post dos ódios de estimação fica marcado para o final da semana, até porque o tema de hoje inspira precisamente o oposto desse sentimento.

PAI, 3 letras de uma pequena palavra na qual cabe um oceano de reflexões. Ficam aqui duas:

1) Já o sou e confesso que é uma "profissão" maravilhosa, honrosa e cheia de cores e momentos de puro orgulho e alegria; é um regresso ao passado na perspetiva do EU que, de alguma maneira, já foi aquele MINI-EU para o qual olhamos de forma irracionalmente carinhosa e protetora.

2) Em certos casos, precisamos de ser pais para compreendermos verdadeiramente o nosso pai (porventura até descobrimos que somos bem mais parecidos com ele do que pensávamos). Naquilo que me diz respeito, o meu pai sempre foi e será, transversalmente a tudo, um GRANDE HOMEM. Esta assunção representa o pilar central do templo sagrado que é o Zé Paulo; o resto do espaço oracular imenso e grandioso que ele é tenho vindo eu a descobrir em várias etapas, advindo daí uma conclusão principal: ele é o ser mais inusitadamente ternurento que eu conheço sem ser ternurento (nunca sentimos as "festinhas", mas elas são dadas).

ADORO SER PAI.
ADORO-TE, PAI.

sábado, 15 de março de 2014

O meu camião TIR onírico

"O 22-e-22 é, simplesmente, mais um espaço na web de manifestações de estados de espírito...que se querem positivos e refrescantes porque aqui a troika não entra!"...


Bolas, "estados de espírito que se querem positivos (...)"! E eu que agora queria tanto escrever algo evocativo de terror, sangue e vingança!!!

Que se lixe, escrevo na mesma e dou-lhe um toque cómico (mas só para quem gosta de humor negro)!

Pois bem, para quem aparenta ter uma personalidade tão "revolta" como as águas da baía de S. Martinho do Porto, o meu seguinte pensamento poderá ser surpreendente. No entanto, neste domínio, e para quem me conhece, há muita tranquilidade e naturalidade à mistura.

A verdade é que, quando assisto, em vários quadrantes da vida, a situações e atitudes tristes, egoístas, hipócritas, irritantes e injustas interpretadas pelos mais variados tipos (execráveis) de pessoas, recorro ao meu CAMIÃO TIR ONÍRICO!!!

Impera, pois, a questão: mas que raio de "veículo" é este?!?

Trata-se, simplesmente, de um camião daqueles tipo american truck, que dominam a largura da estrada e cujas buzinas soam às dos petroleiros, que eu imagino que conduzo e com o qual atropelo todos esses seres parvos e mesquinhos que protagonizam diariamente histórias patéticas da vida real.

Por isso, sempre que o momento o exige, digo apenas "aaaaaai, meu rico camião TIR...", seguindo-se uma imagem bastante gore mas profundamente aprazível para mim.

E como este post parece ter um carácter introdutório de algo, o próximo será dedicado aos meus ódios de estimação (pessoas comuns, quer dizer, parvos comuns e VIPs também) que, no fundo e paralelamente ao meu dreaming truck, constituem as personagens centrais deste enredo.







sábado, 8 de março de 2014

8 de Março: dia de um Grande Homem

Correndo o risco de a frase seguinte poder gerar interpretações pouco "ortodoxas" (pensando melhor, não deverá dar azo a tal uma vez que o público deste blogue sou eu próprio, a minha querida esposa e um ou outro "webparaquedista"...), a minha ligação às mulheres tem vindo a crescer.

Explicações:

1) porque nasci a partir de uma: tenho mãe;
2) porque a minha mãe tem mãe: a minha querida avó;
3) porque o meu tio não é gay: tenho tia;
4) porque os meus tios não tiveram problemas no âmbito da procriação, especialmente ao nível feminino: tenho três primas;
5) porque tenho tido colegas, quer no meu percurso escolar/académico, quer no meu ambiente profissional (inclusivamente mulheres que são minhas chefes);
6) porque, apesar de serem poucas, tenho amigas (algumas advindo do facto de eu ter amigos e conhecidos que gostam de mulheres e acabam por namorar e casar com elas);
7) porque tenho 2,5 animais de estimação que são fêmeas: duas gatas e um gato castrado;
8) PORQUE, TAL COMO O MEU TIO, NÃO SOU GAY E CASEI-ME COM UMA MULHERAÇA;
9) PORQUE ESTA MULHERAÇA ME BRINDOU COM UMA FILHA LINDA (FUTURA MULHERAÇA TAMBÉM)!

Tendo estes parâmetros em conta, e sabendo que não estaríamos por cá se não fossem Elas, desejo a todas as mulheres do meu mundo e do outro mundo maior um feliz dia...

...apesar de todos nós sabermos que Elas sabem que o Dia Internacional da Mulher são todos os dias do ano.

(todos nós, todos nós, não... parece que há um grupito de empregadores de m**da por esse mundo fora que insiste em proporcionar salários mais baixos a mulheres que trabalham tanto ou mais do que homens...)

(ahhhh!!!, e parece que também há uns que acham piada a bater em mulheres, outros que se comprazem em violá-las e outros ainda - estes sendo tão estúpidos como horríveis são aqueles - que nem carta de condução ou trabalho lhes permitem ter...)

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E agora, senhoras, espaço para um grande Homem neste vosso dia: o meu super-avô Albano!
Apesar de eu não ser dado a grandes questões religiosas/metafísicas/filosóficas, acredito que, de alguma maneira, terás conhecimento destas minhas palavras:

- PARABÉNS e deixa-me que te diga que escolheste um belo e simbólico dia para nasceres (a este nível, não foste menos original quando te despediste...);

- PARABÉNS e OBRIGADO pelo facto de uma larga percentagem daquilo que eu sou ser teu (tenho cada vez mais certeza disso);

- PARABÉNS - isto está a ser bem mais difícil do que eu pensava... - e OBRIGADO por TUDO (pela tábua em que fazias as tuas contabilidades e eu os meus gatafunhos, pelos passeios nos parques e jardins de Lisboa, pelas castanhas no outono, pelos jogos de bisca, por me fazeres rir com a tua teimosia, pelo teu chapéu que bloqueava o incómodo que era a luz da sala enquanto vias televisão à noite, e depois adormecias com a cabeça para trás e a boca aberta, por seres um verdadeiro homem de família e um trabalhador nato e por me forneceres a sensibilidade, a bondade e a força do teu sangue;

- PARABÉNS e OBRIGADO, AVÔ :)


sábado, 22 de fevereiro de 2014

"Querido mudei a casa"...e, mais do que isso, mudei a tua vida!

O enquadramento da situação não é lá muito romântico, mas penso que cumprirá o objetivo: mais uma vez, a Jamaica começa a miar ao jeito "pain in the ass" que só ela sabe ter, deduzo que se trata de uma necessidade à "diva", concluo que pretende beber água do lavatório do WC, efetuo os procedimentos nesse sentido e, enquanto espero pela satisfação do capricho felino, reparo no papel colado na porta.

"Keep calm and hakuna matata". Tão típico de ti, tal como todas as outras pequenas remodelações estéticas que fizeste ontem pela casa. Típico, típico, típico. E tão reconfortante ao mesmo tempo. Sabes, não há poltrona "ultra-confortável" em momentos de cansaço ou bebida espetacularmente refrescante em dias de calor que cheguem aos calcanhares das boas manias regulares com que o Amor Da Nossa Vida nos brinda.

Sem saberes, estás a fazer com que eu me sinta em casa a uma escala estratosférica e a proporcionar-me um nível imenso de mistura de felicidade pela vida que tenho com orgulho dos nossos costumes familiares. Isto é sério: ainda há poucos anos não tinha nada disto; hoje, tenho a minha FAMÍLIA, que é a minha nave espacial, a minha banda de música, a minha quinta, o meu centro comercial cheio de lojas fantásticas.

Querida, tu mudas a casa, sim, mas, mais do que isso, mudas a minha vida.

SEMPRE, SEMPRE PARA MELHOR :)

Amo-te e obrigado*




Tinha de colocar o logo do programa. É óbvio que se colocasse uma foto do Gustavo Santos daria em seguida um tiro na cabeça... 




sábado, 7 de setembro de 2013

Post de gaja interessante: minimização de birras!

Apetecia-me fazer um post "à gaja".

Pensei:

1) "Vou colocar uma foto de uma paisagem tropical qualquer, sem qualquer palavra associada ou então só com uma que seja desesperadamente vaga";

2) "Vou colocar uma foto dos meus pés (bonitos e elegantes que eles são!) em frente ao mar, numa praia que só eu sei qual é porque as extremidades dos meus membros inferiores estão a tapar o que mais interessa";

3) "Vou meter a receita de um doce moderno qualquer, dando a entender falsamente que sei cozinhar bem "comó caraças"";

4) "Vou colocar uma foto minha vestido com roupa altamente colorida, óculos escuros e a sorrir em frente ao espelho do elevador (esquece, não dá, não tenho nenhum elevador "aqui à mão"...)";

Mas, depois, pensei melhor:

"Isto é tudo muito bonito, mas, sinceramente, não tenho jeito para simular que sou uma gaja tão interessante como o canal do Correio da Manhã.
Talvez seja melhor fazer um post "à gaja com "mais de 2 dedos de testa"", daquelas que, nos dias de hoje, correspondem a 1 em cada 30 que navegam e têm os seus espaços na internet.
Não vai ser fácil, mas vou tentar. O segredo passa por definir um tema universal, dar-lhe contornos tão humorísticos como amorosos e não ser fútil, não falar de coisas das quais não percebo nada ou que parece que faço mas afinal não faço.
Deixa cá ver... Já sei, vou falar das 5 estratégias de minimização do tempo diário de birra da minha filhota (sem contar com o recurso às "xaninas" - maminhas -, claro)!":

1) "Conta até 10 para a mãe aparecer, Clarinha, conta! Queres ver, queres ver? Queres ver a mamã a aparecer?" (birra porque a mãe só pode estar ausente até 5 segundos);

2) "Já vamos aos "didos" (expositor de livros no Continente). Queres vir às cavalitas do pai?" (birra porque, na rotunda junto ao supermercado, virei para a esquerda e não para a direita; agora toca a estacionar rapidamente para meter a miúda às cavalitas!);

3) "Olha o Uki!" ou então "Olha os Caricas!" (mas têm de ser as músicas novas porque já embirra com as antigas) (birra porque o BabyTv começou com a tortura da música clássica e, sabe-se lá porquê, hoje apetece-lhe embirrar com "A Casa do Mickey Mouse"; toca a recorrer ao youtube!);

4) "Toma uma "chinha" (bolachinha), toma!" (birra generalista, sem qualquer razão aparente; toca a sacar da bolacha maria ou da dos dinossauros!);

5) "Vamos ver a vaquinha?" (outra birra generalista, mas quando estamos no carro; se tivermos a sorte de estar a caminho do restaurante "Quinta dos Açores", a vaquinha tipo cow parade que está à entrada e os puffs coloridos na zona infantil salvam-nos - o pior é se as outras crianças que estiverem por lá forem embora com os pais primeiro do que nós...).

Já está! Foi fixe este post "à gaja fixe"?

Ai não gostaram?!? ENTÃO LEVEM LÁ COM ISTO:






domingo, 23 de junho de 2013

Anúncio do mega pic-nic Continente 2013

Por dificuldades técnicas, não consigo colocar neste post o filme do anúncio do mega pic-nic Continente 2013.

No entanto, uma vez que tal obra-prima da propaganda televisiva incide sobre nós como qualquer tortura que um regime fascista proporciona aos seus presos políticos, já todos a conhecemos de cor e salteado.

Sendo assim, não posso deixar de fazer uma referência aos brutalmente escusados últimos 11 segundos do dito anúncio.

O QUE DIZER?????!!!!!

Aquela cena em câmara lenta, aquele piscar de olho, aquelas fantástic...não, não, quero dizer, PAVOROSAS calças azuis, aquela coreografia sequencial cardíaca de queda das três senhoras...

Mais uma prova de que a televisão portuguesa e a criatividade do mundo publicitário nacional continuam a ter muita qualidade... NOT!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!